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Comunicação Familiar – Driblando inconvenientes.

Publicado em : 20-10-2015 | Por : Evelyn Silveira Rocha | Em : Educação

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A atual geração nascida após os anos 90 não conhece o mundo sem o uso da internet, celular e sem a relação virtual que estabelece com o outro.

Neste contexto vemos poucos investimentos na preparação e educação das crianças e adolescentes pela família e pela escola para o uso correto destes recursos que estão a todo  momento diante de olhos ávidos por novidades e acessíveis para a grande maioria.

O que vemos circular socialmente é que a internet invadiu as casas e escolas e se tornou ao mesmo tempo sinônimo de progresso, lugar onde se encontram as mais diversas informações e onde também se correm os maiores perigos, além de provocar o afastamento do convívio social e familiar.

Gostaríamos de ajudar na reflexão esclarecendo que o uso da internet deixou a muito de ser uma opção e hoje é quase uma necessidade. Lembro-me bem que até a década de 80 as discussões se davam em relação ao acesso a comunicação através da televisão que foi chamada de “babá eletrônica” por muitos especialistas.

A internet hoje além de oferecer informações como a televisão abre a possibilidade para a interação e diante disto possibilita e requer um novo olhar para seu uso.

A orientação para seu uso correto deve ser precedida pela orientação para uma convivência saudável em sociedade e para os riscos e perigos que existem no mundo real.

Se os pais orientam para que seus filhos não conversem com estranhos em lugares públicos, devem orientar também para que não o façam virtualmente. Se orientarem para não colocar apelidos, ofender e mentir para aqueles com quem convivem no dia a dia também não podem fazê- lo através de e mails ou redes de relacionamento. Se  estabelecem horário para diversão e estudo, devem fazê-lo também com o horário de uso da internet, chamo de internet em função dos diversos tipos de acesso, computador, tablete, celular.

O principio de respeito e a colocação de limites é o mesmo. O que temos visto de diferente é que muitas vezes para que a criança ou adolescente fique ocupado, alguns pais tem ignorado e flexibilizado o tempo de uso da internet, que deve ser  de no máximo duas horas por dia ou apenas liberado nos finais de semana, sem ultrapassar esse limite.

Esta é uma preocupação bem maior porque trás em seu contexto a fragilidade na formação do caráter do individuo, o afastamento  do mundo real, o distanciamento entre os membros da própria família. Fortalecendo o individualismo, o egoísmo e  a dificuldade em assumir seu papel  e sua responsabilidade na família e no meio social real ao qual está inserido.

Percebo em algumas situações a busca de alguns para o que costumo definir com a “teoria do avestruz”, onde se justifica o ato dizendo que em casa não tem computador ou que o horário de uso é inteiramente acompanhado pelo responsável.

Uma das características mais marcantes da adolescência é o ímpeto para a transgressão e para o imediatismo sem pensar nas consequências e em quem vai assumi-las. As famílias não podem se eximir de deixar claro que desde crianças, seus filhos devem arcar com as consequências de seus atos por mais que queiramos protegê-los e cabe a eles, pais e mãe, estabelecerem as regras, que podem sim ser discutidas com os filhos, mas não decididas por eles.

A orientação neste momento advém de algumas atitudes necessárias:

Conhecer, se informar e acompanhar a evolução tecnológica. Ela é irreversível e chegará a nossa casa e para nossos filhos independente de nossas escolhas.

Estabelecer o dia da semana, horário e compartilhamento do uso da internet, favorecendo que todos estejam juntos em um mesmo espaço para conversar, contar sobre o dia a dia, demonstrar preocupação uns com os outros. Não é possível imaginar que os filhos estejam, manuseando seus tabletes e celulares durante as refeições, na presença de visitas e após um horário noturno limite. E quem decide isso são os responsáveis pela criança e pelo adolescente e não o contrário.

Deixar claro, ou seja, dizer de forma que todos entendam e cotidianamente com perseverança que não aceitam excessos, não querem e não admitem que o mundo virtual, jogos e redes sociais substituam a presença, o afeto, a colaboração, tão necessários para o desenvolvimento do individuo enquanto pessoa humana.

Sendo assim conversem em família sobre os termos de uso das redes sociais, o cuidado com a exposição de fotos e dados pessoais e também sobre o ataque ao outro usando deste recurso. Conversem sobre o cyberbullying  - Também chamado de bullying virtual, se caracteriza pelo uso de meios tecnológicos para ofender, denegrir, acusar, maltratar e mentir com a falsa ilusão do anonimato e a covardia para agredir sem a responsabilidade pelo ato em si – não será aceito em hipótese alguma e se descoberto terá as mesmas punições da vida real. Alertem para o fato de que não ser o autor, mas compartilhar com “curtir” ou risadinhas com posts de amigos faz dele um cúmplice com a mesma responsabilidade.

Sugiro que não esperem para conversar sobre o uso adequado dos recursos tecnológicos após um incidente ou após ter a comunicação interrompida. Provoquem o assunto, leiam juntos reportagens que tragam exemplos reais, discutam possibilidades  com as quais seus filhos podem se deparar e escutem exemplos que eles podem trazer da escola ou do grupo de amigos refletindo sobre o que vocês acham adequado ou não.

Amar seus filhos de forma incondicional não permite abandoná-los aos próprios prazeres e  desculpá-los por um comportamento deles que pode levá-los a adoecer ou até mesmo provocar um afastamento da família. Fácil? De jeito nenhum. Requer paciência, constância e firmeza, mas valerá a pena quando o clima em casa for de alegria, abraços e de valores humanos sólidos.

A catraca vazia ou A origem de todos os males do Brasil – Décio Tadeu Orlandi

Publicado em : 20-10-2015 | Por : Evelyn Silveira Rocha | Em : Educação

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LIDER

Domingo. Saguão de uma conhecida escola particular de Goiânia. Havia levado minha filha de dez anos para participar de um torneio interescolar de xadrez. A instrução que havia recebido era clara: início das partidas às 10 horas. Nada complicado, ou esotérico ou impossível, apenas um breve comando: início das partidas às 10 horas. Cheguei às 9h45. Às 10h05, minha filha estava sentada diante de uma cadeira vazia… A sua oponente chegou, esbaforida, quase 20 minutos depois. Ao lado dela, o pai, munido das tradicionais desculpas: distância, trânsito. Trânsito? No domingo de manhã? Não havia trânsito.

Depois de que a menina se sentou diante da minha filha, como se nada houvesse, muitas outras crianças ainda chegaram, acompanhadas por seus pais e suas mesmas desculpas. Todos entravam no auditório cujas portas fechadas traziam um enorme cartaz onde se lia Não entre. Para evitar me aborrecer mais ainda com a balbúrdia, fui me sentar longe das portas. Por todo o saguão, crianças pequenas começavam a correr de um lado para outro, gritando (e atrapalhando os enxadristas, mas e daí?) sob o olhar indiferente de seus pais, e contrariando um claro aviso na parede: Não corra, evite acidentes. Enfim, saímos, minha filha e eu, só para encontrar nosso carro fechado por uma pick-up que havia estacionado na esquina, sobre a calçada.

No almoço, num grande shopping, famílias corriam para segurar uma mesa (pouco importando o aviso que indicava ser preferencial), disfarçando com seus celulares enquanto pessoas com o prato na mão (algumas idosas) vagavam buscando um lugar para comer. Pedi um sanduíche sem cebola, mas elas estavam lá, pois o atendente não leu o pedido. No cinema, tive de pedir para a jovem na minha frente parar de teclar, pois a luz não me deixava ver o filme. Acabei a noite de volta a meu apartamento, subindo com um cachorro me cheirando no elevador social – expressamente proibido -, e pedindo silêncio ao meu vizinho de cima que se imagina cantor sertanejo e estava dando um show intimista à meia noite.

Enquanto rolava na cama, tentando ignorar o violão desafinado, tive uma visão. Sim, tudo estava claro agora, tão claro quanto o celular da moça no cinema. Estava aí, o tempo todo, na nossa frente, no nosso dia a dia, a origem de todos os males do Brasil. A nossa própria essência como nação, nossa alma verdadeira, aquela que “olha dentro para fora”, como diria Machado de Assis. Como podia ser tão simples, afinal, e passar tão despercebido? A verdade simples e crua é que o brasileiro não é capaz de cumprir regras! Só isso.

Incapacidade crônica de cumprir regras. Por isso somos o país com o maior número de leis no mundo – e, como não as cumprimos, nossos legisladores criam novas leis que por sua vez não serão cumpridas, o que vai gerar outras leis, num ciclo infinito… Posso falar por horas sobre este tema : sou professor e há 25 anos e já ouvi (é verdade que nunca tanto quanto agora) tantas desculpas esfarrapadas de alunos e também de pais para burlar as mais simples regras do cotidiano escolar. Assim como a menina de dez anos no torneio de xadrez, que aprendeu na prática com o seu pai que as regras não existem na verdade aqui, e que qualquer problema se resolve miraculosamente com uma mentira qualquer – foi o trânsito…

Fui mal na prova porque não estudei – jamais! A culpa é do professor que me persegue, do bullying que sofro dos meus colegas, da escola que não me entende, da educação que é repressora, da sociedade, do destino, de Deus! Ora, meus irmãos, ponhamos as nossas mãos cheias de culpa nas nossas consciências brasileiras tão enferrujadas e admitamos: somos nós que não sabemos seguir regras simples e que transformamos esse país tão lindo em um purgatório perpétuo.

O problema da violência no trânsito é que não cumprimos as regras do trânsito. Simples assim. Corrupção no governo? Normas que são burladas, tanto por quem contrata quanto por quem é contratado, diga-se de passagem. Há milhares de leis, mas não para mim. Eu ignoro, eu dou desculpas, eu passo por cima. Pode nomear o problema, meu caro leitor, e eu lhe darei a mesma causa: incapacidade crônica de cumprir regras. Duvida? A crise hídrica que vai acabar nos matando de sede vem de onde? De leis que são ignoradas – até as do bom senso, como a dona de casa que gasta centenas de metros cúbicos de agua para deixar sua calçada brilhando (ah, sim, o lixo ela empurra discretamente para o vizinho). Mas a calçada estava tão suja! Mas foi só uma vez! Mas, afinal, todo mundo faz isso, não é mesmo?

Esse processo perigoso e contagioso só vem se agravando… E vai levar este país, inexoravelmente, para o caos, de onde não nos ergueremos jamais, como a alma de Poe presa à sombra do corvo, no seu poema famoso. A menos que algum milagre se opere nas mentes de nossos conterrâneos, e aquele pai, antes de sacar do bolso alguma desculpa pronta para “proteger” seu filho de alguma coisa que ele deveria ter feito e que não fez, antes disso, perceba que está oferecendo à sociedade brasileira mais um cidadão irresponsável, incapaz de assumir seus erros, que não vai nunca se adaptar a um emprego (sim, em que há regras!), e que, se por nossa infelicidade, for aprovado num concurso público qualquer não vai se especializar em desviar as verbas públicas para seu próprio cofre.

Estamos morrendo nas ruas, nos carros, morrendo de fome, de raiva e de sede (sábio Caetano) simplesmente porque não ensinamos nossos filhos a cumprir as leis que regem a vida em sociedade. E lamento constatar que não estamos nem perto de começar a fazê-lo agora…

Há alguns anos, entrei numa estação de metrô em Estocolmo, a tão civilizada capital da tão primeiro-mundista Suécia, e notei que havia entre muitas catracas comuns uma de passagem livre. Questionei a vendedora de bilhetes o porquê daquela catraca permanentemente liberada, sem nenhum segurança por perto, e ela me explicou que era destinada às pessoas que por qualquer motivo não tivessem dinheiro para a passagem. Minha mente incrédula e cheia de jeitinhos brasileiros não conteve a pergunta óbvia (para nós!): e se a pessoa tiver dinheiro, mas simplesmente quiser burlar a lei?

Aqueles olhos suecos e azuis se espremeram num sorriso de pureza constrangedora – Mas por que ela faria isso?, me perguntou. Não lhe respondi. Comprei o bilhete, passei pela catraca e atrás de mim uma multidão que também havia pago por seus bilhetes. A catraca livre continuava vazia, tão vazia quanto minha alma brasileira – e envergonhada.

(Décio Tadeu Orlandi, bacharel em Letras pela USP e mestre em Literatura pela UFG. Venceu o Prêmio Casa de las Américas (Cuba) na categoria Melhor Romance, em 1994. Atualmente é coordenador pedagógico do Ensino Médio no Centro Educacional Sesc Cidadania)

 

Educação: Um desafio de muitas faces

Publicado em : 10-06-2013 | Por : Evelyn Silveira Rocha | Em : Educação

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filhos

Toque das Mãos

Imagine se em um mundo em que o toque das suas mãos pudesse transformar a vida do seu filho… Pesquisas mostram que o individuo desde bebê quando tocado, acolhido pelo olhar, pelo cheiro da Mãe ou do Pai se desenvolve mais seguro. Entregue se plenamente aos momentos de cuidado, ao tocar seu filho, não importa a idade que tenha. Você abre espaço para uma conexão profunda, que fortalece a cumplicidade e o vinculo entre vocês!

Verdade

Ninguém educa sozinho!

Precisamos da ajuda de avós, tios, compadres, amigos, pediatras e professores. Cada um com seu papel. Quem tem filhos já sentiu em algum momento que precisamos uns dos outros e que o nosso planeta precisa de nós. Conceitos como doação, compaixão (se colocar no lugar do outro), sustentabilidade não podem ficar de fora das nossas discussões e da educação de nossos filhos. Precisamos criar uma rede de proteção social para nossas crianças, começando pela nossa casa até atingir todo o grupo com o qual nossa família convive.

 

Troca de experiências

Quando queremos evoluir, devemos olhar para trás vendo o que ainda faz sentido continuar levando na nossa bagagem e depois olhar para frente, e só para frente e então andar.

É necessário estar aberto ao diferente, aos diversos modos de ser e agir. É preciso abrir espaço onde o diferente é, acima de tudo respeitado, justamente por ser diferente. Se o que buscamos é a troca de experiências e afetos, isso quer dizer que o que queremos justamente é a rica troca entre diferentes. Quem é igual não troca nada, não é óbvio? Não precisamos concordar. Não precisamos fazer igual. Estamos aqui para ouvir, aprender e descobrir o nosso jeito de fazer as coisas. O nosso jeito de criar os filhos. O nosso jeito de trabalhar. De mostrar amor e respeito. A grande diferença começa em casa. Nossos filhos são maravilhosos porque são diferentes de nós. Então, eis o desafio: Respeitar as diferenças que existem na nossa casa, no nosso trabalho, na escola, no país.

 

Culpa. Não!

Considero que esse mal aflige 99% das mães que conheço. A Culpa! Mas não precisa ser assim. Se estivermos felizes com nossas escolhas, as chances de criarmos filhos felizes são maiores. Precisamos reacender em nós mesmas nosso lado intuitivo, de saber o que é melhor para a gente.

Se estiver em duvida entre que parto fazer, conciliar a função de mãe e profissional, precisar de um tempo para si mesma… Não sinta culpa, pergunte se o que você quer, o que a faz feliz? Depois é só uma questão de organização e de acreditar que como diz um antigo ditado: “Pé de galinha não mata pinto”.

Laço eterno.

Ter um filho é criar um laço eterno de amor e entrega. A chegada de um filho muda nossas vidas para sempre. Mas ela não pode desencadear um processo de esquecimento de nós mesmos. A maternidade/paternidade não deve nos fazer esquecer que somos marido e mulher, que somos filhos e filhas, que somos profissionais que queremos reconhecimento de nossos pares. Um filho deve ser antes de tudo um desejo e não uma desculpa. Conheço muitas mulheres e alguns homens que transferem todo o amor e cuidado para seus filhos. Muitas vezes esquecendo-se deles mesmos e das pessoas que estão ao seu lado.

Mas lá na frente, com esse filho crescido e já responsável pelos seus atos e escolhas, vemos abrir um vazio e ao olharmos para o lado não encontramos o que não foi cultivado… Onde estão os amigos? O prazer pelo trabalho? E então o que mais temíamos pode acontecer, nosso filho fica com o peso das cobranças e da nossa solidão.

Férias

As férias de julho se aproximam. Nelas a regra é não ter regras. Deixe seus filhos saírem da rotina e aproveite cada dia com eles. Um de cada vez.

A palavra férias vem do latim e significa “dias de descanso, festa, interrupção, suspensão de trabalho”. Não encha seu filho de atividades: Curso de férias, uma mega contradição, oficina, tudo aquilo que não deu tempo de fazer no período das aulas… Se você transformar as férias numa nova versão do período de aulas, quando seu filho vai descansar? Ele e você precisam de uma pausa para seguir em frente. Esqueça horários para levantar e comer. O dia deve ser aproveitado da maneira mais solta possível para que a criança ou o adolescente possam dar um tempo na rotina, brincar e se divertir em ambientes diferentes. Pode parecer um contrassenso, mas a falta de uma agenda esquematizada pode inclusive ajudar seu filho a enfrentar melhor a volta às aulas. Bagunce bastante, desorganize os esquemas, saia do previsto. Você vai ver que, quando as coisas voltarem a seus lugares, ele vai morrer de saudade da boa e velha rotina.

Desastre

A chegada de uma criança ao mundo nunca deveria ser considerada um desastre. É claro que dependendo do momento de vida dos pais, principalmente quando não houve planejamento as coisas podem se tornar bem difíceis. Mas não pode haver desespero se for uma surpresa. É possível lidar com a situação, se os pais tiverem o devido apoio da família. É importante manter a calma, pois o mais comum em uma situação como essa é o destempero generalizado, com avós furiosos e muita gente falando bobagem.

Não nos tornamos pais e mães de uma hora para outra, é um processo que acontece aos poucos.   Vamos amadurecendo e aprendendo o que é ser pai, ser mãe. E acredito nunca saberemos ao certo, mas posso garantir que é o aprendizado mais satisfatório que existe. Filhos nos conquistam no sorriso, nas risadas, nos cheiros, nas brincadeiras e até nos desastres. Sim, desastres. Eles são assim: fazedores de desastres! E o pior é que eles sabem que tem poder sobre nós.

E depois da tempestade não se assuste se chegar à conclusão de que seus filhos não acabaram com a sua vida. Pelo contrário, eles ensinaram a vivê-la.

Sim e Não

Regras são boas, mas antes de tudo, é preciso ter confiança. Uma criança que já nasce cheia de “pode” e “não pode” não cria seus gostos, vontades e decisões. É preciso deixar seu filho ser criança.

A diferença talvez esteja em uma única lição: Ensinar a fazer bem feito para que consiga deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, sem arrependimentos do que fez.

    O que é difícil, mas não impossível ensinar a seus filhos:

  • Ter fé, determinação e nenhuma vergonha de correr atrás do que se quer.
  • Respeitar o próprio tempo.
  • Proteção: dar banho, passar talco, secar o cabelo… São essas lembranças de cuidado que ficam.
  • Não basta amar, é preciso ser verdadeiro.
  • Todo mundo tem defeitos e qualidades, o que vale é ser quem você é.
  • Caráter é inegociável
  • Chorar não é sinal de fraqueza.
  • A desistência no meio do caminho sempre leva ao arrependimento.
  • Seu lar será sempre um lugar para o qual poderá voltar.

Obrigada.

Evelyn Rocha

Sobre a Psicopedagogia

Publicado em : 23-02-2013 | Por : Evelyn Silveira Rocha | Em : Educação

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SOBRE A PSICOPEDAGOGIA.

O que é a psicopedagogia?

A psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem humana, sendo seu objeto de estudo o ser em processo de construção do conhecimento e suas dificuldades de aprendizagem. Tem um caráter preventivo e terapêutico.

 

Quem são os psicopedagogos?

São profissionais preparados para atender crianças, adolescentes e adultos com dificuldades de aprendizagem. Atuam na prevenção, diagnóstico e intervenção clínica ou institucional.

 

Como ocorre o diagnóstico psicopedagógico?

No consultório o profissional fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões, a importância da frequência e da presença. O diagnóstico é composto de 8 a 10 sessões, sendo duas sessões semanais com duração de 50 minutos cada.

É com o diagnóstico clínico que o psicopedagogo identificará as causas do problema de aprendizagem. Para isto, o profissional usa instrumentos como: anamnese, provas projetivas, provas operatórias, provas pedagógicas, entrevista com aprendente, hora do jogo etc. Colhe-se várias informações para identificar o porque da não aprendizagem. Após o diagnóstico o profissional poderá indicar um acompanhamento psicopedagógico e, dependendo do caso, encaminhar o aprendente para outros profissionais como: fonoaudiólogos, psicólogos, neuropsicólogos, neurologistas etc.

 

Como é o tratamento/intervenção psicopedagógica?  

A intervenção poderá ser feita com o próprio psicopedagogo que fez o diagnóstico. Durante as sessões serão realizadas diversas atividades, de acordo com as dificuldades/bloqueios identificados no diagnóstico, com o objetivo de buscar a melhor forma de se aprender. Para isto o profissional buscará vários recursos como: jogos, atividades cognitivas, desenhos, brinquedos, computador, sessões com a família e outros. A criança ou o adolescente, muitas vezes, não conseguem falar sobre suas dificuldades e é através de desenhos, jogos e brincadeiras que poderão revelar seus bloqueios, facilitando assim a intervenção. O psicopedagogo ajuda o ser em aprendizagem a encontrar a melhor forma de estudar e se organizar para que ocorra uma aprendizagem significativa, resgatando ou despertando o desejo em aprender.

 

Giovana

Giovanna Bottazzi Dutra

Pedagoga / Psicopedagoga Clínica / Orientadora Educacional

Contatos: giovabottazzi@hotmail.com

                        www.lentesdoaprender.com.br

                                         (62)8134-9007

Desenvolvimento Infantil

Publicado em : 6-02-2013 | Por : Evelyn Silveira Rocha | Em : Educação

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A criança, a família e o mundo…